Quando comecei assistir já pensei que não seria boa. Porém na metade do primeiro episódio já que dessa vez, dessa vez a NETFLIX se esforçou para falar algo bem. E MUITO BEM FEITO.
O histórico de adaptações de animes para live-action produzidos pela Netflix costuma decepcionar. De “Dragon Ball Evolution” a “Death Note”, Bleach e Pyscho Mob 100, tem muito conteúdo removido do original que acaba descaracterizando tudo o que elas têm de cativante. Nesse quesito, Cowboy Bebop se destaca por tentar abraçar a estética, história, personagens e música do anime.
Trio do cowboy bebpo
Mas vamos para análise:
Trilha Sonora: 9 Roteiro: 8 Personagens: 8 CGI: 10 Fidelidade a obra original: 9
Sim meus caros, ela conseguiu manter quase que 100% a trama: Os caçadores de recompensa (ou cowboys, como são chamados) Spike Spiegel (John Cho) e Jet Black (Mustafa Shakir) viajam pelo sistema solar a bordo da nave Bebop, tentando capturar criminosos e descolar uma grana, que sempre está em falta. Faye Valentine (Daniella Pineda) meio que entra na tripulação sem querer e, com o cachorro Ein, as aventuras se desenrolam.
Mantiveram bem o gênero faroeste espacial e neo-noir, que até os dias de hoje, exige certa maturidade para que sejam totalmente compreendidos. Lembrando que não é uma série para crianças, principalmente por abordarem temas sentimentais bem maduros.
Diversas etnias
Outro ponto positivo é que colocaram personagens de diversas etnias, bem diferente do live-action de attack on Titan, onde todos os personagens no live são asiáticos, tirando todo o brilho da Mikasa, que seria última asiática viva praticamente.
Além do mais, estão espalhados pelo sistema solar, então essa mistura teria que ser óbvia. A não ser que apenas os asiáticos tivessem conquistado a galáxia e deixado o resto da Terra pra trás.
Outra coisa que chamou bastante minha atenção, foi a grande variação de ângulos e enquadramentos que atenuam o clima excêntrico do seriado ao mesmo tempo que injeta charme e personalidade à tela. A música, no tom de Jazz Cyber Punk dá um certos exagero, que captura o olhar e adicionam dinamismo e emoção às boas coreografias de lutas.
Mulheres ao ataque.
Uma observação que acho válida, é que as mulheres maduras nessa série (as coroas), são quem mais fazem as cantadas e por incrível que pareça, a sadomasoquista é uma mulher nova (nenhum problema com isso). Mas é que, por se tratar de um futuro alternativo, isso é bem satisfatório.
Desenvolvimento dos personagens
Acredito que 10 episódios de 40 minutos mais ou menos foi mais que necessário para montar boas cenas de desenvolvimento do personagem e parte do seu passado. O foco é em Spike Spiegel, mas se não contassem um pouco do passado de Jet ou da Valentine, ficaria muito vazio.
Um pouco dos personagens
Faye Valentine (Daniella Pineda)
Daniela Pineda
Com 77 anos de idade, Faye Valentine foi colocada em congelamento criogênico após um acidente de ônibus espacial, no qual passou 54 anos em animação suspensa. Inicialmente é apresentada como rival de Spike, mas, com pouco tempo, ambos se tornam aliados nas aventuras a bordo da Bebop.
Daniella Pineda é bastante conhecida por sua participação na série The Originals, na qual interpretou a bruxa Sophie Deveraux. Ela também esteve em Jurassic World: Reino Ameaçado, e irá retornar para o próximo filme da franquia.
Mustafa Shakir como Jet Black
Fonte: Imdb
O ex-policial Jet Black é o piloto da nave espacial Bebop. Ele foi traído por seu antigo parceiro, o que fez com que ele perdesse um dos braços, que foi substituído por um membro cibernético — uma operação escolhida por ele, já que era possível implantar outro braço biológico. Ele optou pelo braço falso como um lembrete das consequências de suas ações.
Mustafa Shakir, que dá vida ao personagem, participou também da série do Luke Cage, como o vilão da segunda temporada, John ‘Bushmaster’ McIver, e de Deuses Americanos como Baron Samedi
Ed (Eden Perkins)
Tamara Tunie como Ana
Ana comanda um clube de jazz em Marte e é uma velha amiga de Spike. Seu nome é uma abreviação de “Anastasia” e, apesar de ter poucas aparições, ela é bastante importante, oferecendo informações sobre inimigos de Spike, além de lhe fornecer armas.
Julia
Julia é o amor de Spike. No série animada, ele não aparece muito, mas no live action, como toda série Netflix, eles fazem mudanças que não agradam a todos.
Sua parceria com Vicious mudou um pouco, principalmente com seu objetivo de liderar o cartel. Coisa que não acontece na série animada.
Naves
Nave Bebop
Final inesperado
No anime, Julia é morta em um tiroteio após se reencontrar com Spike. Cowboy Bebop termina com Vicious e Spike morrendo, mesmo que alguns fãs pensem que o protagonista não se foi completamente – Shinichiro Watanabe, o criador, não diz até hoje se ele está vivo ou morto.
Mas na série, Julia toma a atitude e enfrenta os dois, tanto Spike como Vicious e atira em Spike, o lançando do vitral. Depois humilha o Vicious o leva como seu prisioneiro.
Spike não morre na queda, muito menos parece que levou algum tiro, e ainda volta andando de encontro com Jet, que o avisa que nunca mais o quer ver, caso o contrário, irá matá-lo.
Logo em seguida Spigel sai andando sem rumo na cidade e Ed a encontra caído no chão.
Luta final de Vicious e Spike
Outras imagens
Arte da capa desse artigo é do artista identificado por GAO yushan -> acessem o portifólio dele.
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