Fotografar lançamentos de foguetes é uma paixão de uma década para Steven Madow, mas o lançamento da Artemis II representou o ápice de sua carreira. A conquista do credenciamento da NASA, um processo notoriamente rigoroso, foi um dos primeiros grandes desafios. Após anos tentando obter acesso, Madow finalmente conseguiu a permissão para o evento histórico, graças a uma parceria com o site Space Explored. “Isso tem sido anos e anos e anos tentando juntar tudo isso para conseguir chegar ao lançamento da Artemis II”, Madaow compartilhou, destacando que cada lançamento anterior serviu como um treino para este momento monumental.
Estratégia de 14 Câmeras e Configuração Remota
Para capturar a magnitude da Artemis II, Madow empregou uma estratégia ambiciosa com 14 câmeras Panasonic Lumix, incluindo sete configuradas remotamente no local de lançamento. A instalação dessas câmeras envolveu superar obstáculos logísticos, como o transporte e a configuração em um ambiente de alta segurança. Cada câmera remota, abrigada em caixas protetoras da Camptraptions, era acionada por som através de um trigger MIOPS, projetado para disparar em resposta ao estrondo poderoso do foguete. “Eu tenho esse gatilho especial no topo, feito pela MIOPS. Ele fica lá, pacientemente ouvindo e ouvindo e ouvindo. Quando há um som alto, foguetes são ótimos sons altos, ele acorda a câmera e começa a disparar como louco”, explicou o fotógrafo.
Superando Imprevisibilidades e Condições Variáveis
Lançamentos de foguetes são inerentemente imprevisíveis, e a Artemis II não foi exceção, com adiamentos e um horário de lançamento definido apenas horas antes da decolagem. Madow precisou estar preparado para diversas condições de iluminação, desde o dia até a noite, ajustando suas configurações de exposição e utilizando bracketing de exposição em suas câmeras remotas para garantir a captura de detalhes em diferentes níveis de luz. A preparação incluiu também o uso de aquecedores de lente para evitar condensação, embora não tenham sido necessários. “Com essas câmeras, até agora, eu coletei apenas quatro das sete câmeras. Algumas foram coletadas por amigos, então vou pegá-las em um ou dois dias, mas todas funcionaram perfeitamente, o que não é o caso em todos os lançamentos”, Madow comentou, aliviado com o desempenho impecável de seu equipamento.
Experiência, Calma e a Emoção do Momento
A experiência de Madow foi crucial não apenas para a superação dos desafios técnicos, mas também para manter a calma sob pressão. A capacidade de compor as imagens remotamente, antecipando o ângulo do sol, a posição do foguete e o rastro de fumaça, é uma habilidade aprimorada ao longo dos anos. A emoção de ver a Artemis II decolar, culminando anos de trabalho árduo, foi descrita por Madow como uma mistura de alegria, alívio e profunda inspiração. “Há pura alegria, e depois de alguns minutos, reflexão e alívio por ter acontecido e por eu estar lá no local da imprensa para vivenciar isso pessoalmente”, ele declarou, esperançoso de que suas fotografias transmitam a mesma inspiração que ele sente pela exploração espacial e pela curiosidade humana.
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