A NASA celebrou o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman (NGRST), apresentando o observatório completo ao mundo e anunciando que a missão não só está adiantada em relação ao cronograma, mas também, uma raridade para projetos científicos de ponta, abaixo do orçamento. O Roman está programado para ser lançado ao espaço já em setembro a bordo de um foguete SpaceX, iniciando a captura de um atlas do Universo, incluindo evidências do material e energia invisíveis que os cientistas acreditam conectar todo o cosmos.
Uma Jornada de Inovação
O Telescópio Espacial Nancy Grace Roman teve uma jornada notável até este momento crucial. Anteriormente conhecido como Wide-Field Infrared Survey Telescope, sua capacidade de capturar imagens com uma área 300 vezes maior que a do venerável Telescópio Espacial Hubble já era discutida desde 2022. No entanto, o planejamento inicial do Roman remonta a 2010. Em 2023, com a conclusão da montagem primária no final do ano passado, a NASA destacou a promessa do Roman de “expandir nossa compreensão do Universo”. Nos últimos meses, a agência trabalhou arduamente nos retoques finais, e o telescópio está oficialmente pronto para ser enviado ao Centro Espacial Kennedy, na Flórida, onde será acoplado a um foguete SpaceX e impulsionado para o espaço.
Tecnologia de Ponta para Explorar o Cosmos
Ao atingir sua órbita estável planejada, a cerca de um milhão de milhas da Terra, o Roman desdobrará seu espelho maciço de oito pés de largura, idêntico ao do Hubble, e começará a coletar luz através de seus 18 sensores de imagem customizados de 16.8 megapixels cada. Esses detectores operam em comprimentos de onda do infravermelho próximo e visível, com o auxílio de oito filtros especializados. O Wide Field Instrument (WFI) do Roman é projetado para detectar luz infravermelha de galáxias distantes, que, devido à expansão do universo, têm sua luz esticada para o espectro infravermelho. Essa capacidade é crucial, pois a atmosfera terrestre bloqueia parte dessas ondas e emite seu próprio brilho que ofusca a luz de objetos muito distantes.
Desvendando a Matéria e Energia Escuras
Uma parte fundamental da missão do Roman é investigar a natureza da energia escura e da matéria escura, componentes invisíveis que se acredita comporem cerca de 95% de toda a matéria no Universo. Embora não possam ser observados diretamente, suas interações com a matéria visível podem ser detectadas. A expectativa é que o Roman, ao mapear o Universo e coletar dados de mais de um bilhão de galáxias, além de possivelmente descobrir milhares de exoplanetas, traga surpresas inesperadas, inclusive em áreas que ainda nem foram questionadas pela ciência.
Um Legado para a Astronomia
Nomeado em homenagem à astrônoma Nancy Grace Roman, conhecida como a “Mãe do Hubble”, o novo telescópio continuará o legado de sua antecessora. “A missão adquirirá enormes quantidades de imagens astronômicas que permitirão aos cientistas fazer descobertas inovadoras por décadas”, afirmou Jackie Townsend, vice-gerente de projeto do Roman na NASA Goddard. O administrador da NASA, Jared Isaacman, ressaltou que o que o Hubble levaria 2.000 anos para capturar e processar, o Roman fará em um único ano, enviando 11 terabytes de dados para a Terra diariamente. A NASA estima que o lançamento do Telescópio Espacial Nancy Grace Roman possa ocorrer já no início de setembro.
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