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Escrito por:
Arthur W
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A Guerra Cultural e o Jogo Pragmata
O lançamento do jogo Pragmata tem sido palco de intensos debates, especialmente após reações consideradas por alguns como exageradas e equivocadas. O autor do texto argumenta que essas críticas, focadas em supostas mensagens sobre paternidade e instintos paternos, revelam uma “guerra cultural” em andamento e uma dificuldade ocidental em lidar com o sucesso oriental no entretenimento.
A origem da controvérsia parece residir na interpretação de um laço paternal entre um adulto e uma criança no jogo. Críticos, como Mary Morgan, expressaram visões de que homens sem filhos não possuem instintos paternos e que a atração por crianças fora da própria linhagem seria um sinal de predação. Essas visões são contestadas pelo autor, que as considera um reflexo de uma “civilização degenerada” e uma “guerrinha entre sexos fora do pragmatismo social”.
O Ocidente vs. o Oriente: Narrativas em Conflito
O artigo contrapõe as reações negativas a Pragmata com exemplos de obras ocidentais que exploram temas de paternidade e cuidado, como Batman, Monstros S.A., Meu Malvado Favorito, The Walking Dead e The Last of Us. O autor destaca que essas obras, todas de origem ocidental, não geraram reações semelhantes, sugerindo que Pragmata “atrapalha” uma narrativa ocidental que, segundo ele, tem desincentivado o casamento e a paternidade/maternidade.
Em contrapartida, o texto cita exemplos de produções japonesas, como Resident Evil: Revelations 2, Naruto e Spy x Family, que também abordam a figura paterna ou laços familiares de forma natural e sem gerar controvérsias. A obra Kobayashi-san, sobre dragões que se integram à vida de uma mulher comum, também é mencionada como um exemplo de como produções orientais com temáticas familiares não são vistas como um ataque à natalidade, mas sim como um incômodo por irem contra a narrativa ocidental.
O Sucesso Oriental e a Reação Ocidental
O autor argumenta que o sucesso estrondoso de Pragmata, com vendas expressivas em pouco tempo, incomoda o Ocidente. Ele atribui essa dificuldade a “redatores fracos, militâncias político-sociais” e “incompetência técnica” na indústria ocidental, contrastando com a capacidade oriental de criar narrativas de apelo popular.
A crítica se estende à mídia e influenciadores, que seriam os “propagadores” da desinformação. O texto sugere que o sucesso de obras como Pragmata expõe a “incapacidade ocidental de ser o que sempre foi” e que a tentativa de descreditar o produto atacando sua cultura de origem é uma tática para “ir à forra” quando não se consegue competir no mercado.
A Crise Cultural e o Futuro do Entretenimento
O artigo aborda a ideia de que a crise moral no Ocidente se manifesta na interpretação de afeto paternal como algo predatório. Essa visão, segundo o autor, é um reflexo da falta de vivência com responsabilidades familiares e um indicativo de que o Ocidente está perdendo a “guerra cultural” no entretenimento.
A menção a Larry Fink, responsável pela diretriz DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão) na BlackRock, sugere que o pêndulo dessas pautas foi longe demais, indicando uma possível retração de investimentos em determinadas áreas. O autor prevê demissões, cancelamentos de obras e extinção de financiamentos na indústria ocidental, enquanto investimentos asiáticos, especialmente japoneses, sul-coreanos e chineses, impulsionarão o mercado.
A conclusão aponta para a necessidade de “cortar as ervas daninhas” e não dar espaço para “malucos” que distorcem o significado de obras como Pragmata. Para o autor, o sucesso asiático é o verdadeiro problema para um Ocidente que não aceita sua própria crise e declínio, e que a correlação entre as críticas negativas e a ausência de paternidade em alguns críticos é “notória”.
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